O PCMSO é o programa que traduz os riscos do ambiente de trabalho em acompanhamento médico dos trabalhadores. A Satmed elabora, executa e mantém o PCMSO de empresas em São Paulo há 30 anos, no padrão técnico que a Auditoria-Fiscal do Trabalho cobra — e não no formato de documento genérico que só aparece quando o fiscal bate à porta.

O que está incluído

A entrega não é um PDF avulso. É o ciclo completo que a NR-7 exige:

  • Documento-base do PCMSO assinado por médico do trabalho responsável, coerente com o inventário de riscos do PGR
  • Quadro de exames por GHE (Grupo Homogêneo de Exposição), definindo exame e periodicidade função a função
  • ASOs admissional, periódico, demissional, de mudança de função e de retorno ao trabalho
  • Exames complementares direcionados ao risco real: audiometria para ruído, espirometria para poeiras e fumos, laboratoriais para agentes químicos e biológicos
  • Relatório analítico anual, com indicadores de saúde da população trabalhadora e revisão das medidas
  • Eventos do eSocial S-2220 e S-2240 gerados a partir do próprio programa, sem redigitação

Por que o PCMSO reprova em fiscalização

Na prática, a autuação raramente vem da ausência do documento. Vem da incoerência dele. Os padrões que mais encontramos ao assumir a gestão de um PCMSO existente:

  1. Exames que não conversam com os riscos. Empresa com exposição a ruído acima do nível de ação e nenhuma audiometria no quadro. É o achado mais comum e o mais caro, porque também sustenta ação trabalhista por perda auditiva.
  2. PCMSO descolado do PGR. Os dois documentos citam riscos diferentes para o mesmo setor. Quando o fiscal cruza os dois, a inconsistência é evidente.
  3. Relatório analítico inexistente. A NR-7 exige o relatório anual; muitas empresas só têm o documento-base, feito uma vez e nunca revisado.
  4. ASO sem os riscos descritos. O atestado precisa listar os riscos aos quais o trabalhador está exposto. ASO genérico não cumpre a norma.
  5. Periodicidade no piloto automático. Todo mundo com exame anual, sem considerar idade, condição de saúde ou grau de exposição — que é exatamente o que a norma manda considerar.

Como conduzimos

1. Leitura do PGR e do quadro funcional. Antes de qualquer exame, analisamos o inventário de riscos e a relação de funções. Se o PGR estiver desatualizado ou ausente, sinalizamos — não construímos PCMSO sobre base inexistente.

2. Definição dos GHEs e do quadro de exames. Agrupamos funções com exposição equivalente e definimos exame e periodicidade para cada grupo, com justificativa técnica registrada.

3. Execução dos exames. Equipe médica própria e rede credenciada na capital e na Grande São Paulo. Para empresas com volume, fazemos campanhas no local, reduzindo o tempo que o funcionário passa fora do posto.

4. Documentação e eSocial. ASOs emitidos e eventos transmitidos dentro do prazo legal. A empresa recebe painel com vencimentos por funcionário, o que elimina o exame periódico vencido — outro achado clássico de fiscalização.

5. Relatório analítico e revisão anual. Consolidamos os achados do ano, apontamos tendências (aumento de alterações auditivas em um setor, por exemplo) e revisamos o programa.

PCMSO e riscos psicossociais: o que muda em 2026

A atualização da NR-1 tornou obrigatória a identificação dos riscos psicossociais no gerenciamento de riscos, e a exigência está em vigor desde 26 de maio de 2026. Isso alcança o PCMSO: fatores como carga de trabalho, assédio e jornada exigem acompanhamento de saúde mental coerente com o que o PGR identificou.

Empresas que trataram o tema como preenchimento de formulário repetem no psicossocial o erro que hoje as autua no ruído — documento que não corresponde ao risco real. Detalhamos o que precisa estar pronto no guia de riscos psicossociais da NR-1 e no artigo sobre a obrigatoriedade a partir de 2026.

Empresas que atendemos em São Paulo

Indústria, construção civil, logística, saúde, varejo e serviços — de 15 a mais de 2.000 funcionários. O programa muda bastante conforme o perfil: uma transportadora com motoristas exige gestão de exames toxicológicos e acompanhamento de fadiga; um escritório exige atenção a ergonomia e, agora, a fatores psicossociais.

Para conhecer o escopo completo de medicina ocupacional, veja também medicina do trabalho em São Paulo e o PGR em São Paulo, que é a base técnica do PCMSO. Se a dúvida é sobre os exames em si, veja exames ocupacionais em São Paulo.

Perguntas frequentes

PCMSO é obrigatório para qualquer empresa?
Sim. A NR-7 obriga toda organização que admite trabalhadores como empregados a manter PCMSO, independentemente do porte ou do grau de risco. A única flexibilização é para MEI e para empresas de grau de risco 1 e 2 com até 25 funcionários que não identifiquem exposições no PGR — nesses casos o programa pode ser simplificado, mas os ASOs continuam obrigatórios.
Quanto tempo leva para ter o PCMSO pronto?
Na Satmed, o documento base fica pronto em até 10 dias úteis após o levantamento, desde que o PGR esteja disponível. O prazo total depende da quantidade de funções e unidades a avaliar.
Qual a diferença entre PCMSO e PGR?
O PGR identifica e classifica os riscos do ambiente de trabalho; o PCMSO define o acompanhamento médico dos trabalhadores expostos a esses riscos. Um alimenta o outro — um PCMSO elaborado sem o PGR correspondente é a inconsistência mais autuada em fiscalização.
O que a empresa é multada por não ter PCMSO?
A ausência do programa é infração de segurança e medicina do trabalho sujeita a multa por item da NR-7, aplicada por estabelecimento e agravada pelo número de empregados. Além da multa, a falta do PCMSO enfraquece a defesa da empresa em ações de doença ocupacional.
A Satmed atende empresas fora da capital?
Sim. Atendemos toda a Grande São Paulo, incluindo ABC, Guarulhos, Osasco e Barueri, com equipe própria e clínicas parceiras credenciadas.

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