O Brasil registrou projeção de pelo menos 742 mil notificações de acidentes de trabalho em 2024, com cerca de 2.400 óbitos — uma morte a cada 3,5 horas. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) durante a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT).
Fonte: MTE — CANPAT 2025
Quatro anos consecutivos de crescimento#
Desde 2021, os registros crescem mais de 10% ao ano: 12,63% de 2021 a 2022; 11,91% de 2022 a 2023; 11,16% de 2023 a 2024. No primeiro semestre de 2025, o aumento foi de 8,98% em relação ao mesmo período de 2024.
Fonte: MTE, julho/2025
Jovens concentram um terço das mortes#
Trabalhadores com até 34 anos concentram 33,63% das mortes por acidentes típicos. Segundo o MTE, isso reflete o tipo de trabalho associado à faixa etária, a maior precariedade nos primeiros empregos e a falta de capacitação prévia.
Fonte: MTE, julho/2025
O custo para o país#
Entre 2018 e 2022, mais de 770 mil trabalhadores afastados por acidentes passaram a receber benefícios previdenciários, somando mais de R$ 54 bilhões em auxílios e pensões, segundo o TST. Anualmente, as perdas financeiras giram em torno de R$ 13 bilhões.
Fonte: TST — Tribunal Superior do Trabalho
Subnotificação mascara a realidade#
A Fundacentro aponta que o Brasil registra 83,65 acidentes por hora, mas muitos não chegam a ser formalizados. O MTE alerta que casos previdenciários com origem acidentária são frequentemente registrados como auxílio-doença comum, comprometendo estatísticas e políticas públicas.
Fonte: Fundacentro, abril/2025
Saúde mental também é acidente evitável#
Em 2024, mais de 470 mil pessoas se afastaram por saúde mental — ansiedade e depressão lideram. O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), coordenado pelo MPT e pela OIT, aponta que apenas 9.827 desses casos tiveram o nexo com o trabalho reconhecido, revelando subnotificação grave.
Fonte: Agência Brasil / OIT-ONU Brasil, 2025
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